
É incrível como o passado é tão leve que acaba sendo levado por um leve sopro de brisa. Ele sai voando, mas faz questão de deixar suas marcas por aí. Suas lembranças são pequenas rachaduras em uma parede lisa, que deixa de ser intacta quando passa por devaneios. Nada em si é afetado enquanto estava tudo bem, mas bastou apenas um estalar de dedos e tudo tremeu. Esse tremor parecia muito mais forte, mas era apenas a brisa, levando o passado com ela e deixando suas cicatrizes ali. Eu tentei mais de uma vez preencher as rachaduras, mas parece que a parede não aceita substituições clichês. Acho que o jeito é continuar nessa instabilidade, sem saber se no futuro tudo vai desmoronar em cima de mim ou não. (d-ftd)